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Mirandell Sistemas agora é revenda ManageEngine.

5, julho, 2012 Sem comentários

A Mirandell Sistemas fechou parceria com a Inspirit Tecnologia para revender e oferecer os serviços agregados às soluções da ManageEngine, com essa novidade, a Mirandell Sistemas conquistou mais uma opção para seus clientes, complementando assim, a sua matriz de soluções que abrange sistemas de gestão, gestão de TI, Infra-estrutura e segurança. Os produtos da ManageEngine são ideiais para monitoramento de ativos de TI, atendimento a padrões e normas (compliances) como ITIL e SOX, além de ferramentes essenciais aos profissionais da área de TI.

Os principais produtos da ManageEngine são:

  • Opmanager – Solução integrada de monitoramento de ativos de TI, dentre eles, servidores, roteadores, switches, access points.
  • ApplicationsManager – Solução para monitoramento de aplicações, dentre elas, bancos de dados, sistemas operacionais, frameworks e etc.
  • Netflow Analyzer – Ferramenta de análise e monitoramento de roteadores compatíveis com a tecnologia NetFlow da Cisco.
  • IT360 – A solução ideal para as empresas de gestão de TI, engloba praticamente todas as ferramentas em um ambiente unificado, porém, permite o monitoramento remoto em qualquer tipo de empresa.

Fonte: Mirandell Sistemas

SEP Software nomeia Nodes Tecnologia como distribuidor no Brasil.

20, Março, 2012 Sem comentários

Soluções de backup e de recuperação de desastres atendem aos mercados Citrix, Novel, Unic, Linux, Windows, VMWare, Oracle, HedRat, Zarafa, Apple, SAP, IBM e SUN entre outros

A SEP Software, especialista em software para gerenciamento de armazenamento, backup e recuperação de dados na rede corporativa, anuncia a nomeação da Nodes Tecnologia como distribuidor de seus produtos no Brasil, ficando responsável pela comercialização, implementação e suporte ao portfólio de produtos SEP, que inclui soluções para Citrix, Novel, Unix, Linux, Windows, VMWare, Oracle, RedHat, Zarafa, Apple, SAP, IBM e SUN, entre outros

Segundo Tim Wagner, diretor para Américas da SEP, a nomeação da Nodes Tecnologia segue a estratégia da companhia em ampliar o atendimento aos usuários brasileiros  e cria uma rede de revendas no mercado brasileiro. “Estamos garantindo todo o apoio tecnológico à Nodes Tecnologia para que os nossos clientes no Brasil possam ter total segurança na adoção de nossos produtos. Toda a capacitação ao nosso parceiro já está sendo conduzida diretamente por nossa equipe de engenheiros e técnicos”, afirma o executivo.

Os planos da Nodes Tecnologia também inclui a seleção de novos parceiros regionais para a comercialização de todo o portfólio da SEP Software. De acordo com Bob Orosco, diretor Regional de Vendas América Latina da SEP, “nossos planos com a Nodes inclui o atendimento aos novos leads e aos atuais clientes no Brasil e também pretendemos criar uma rede de comercialização dos produtos.  O mercado brasileiro é altamente atrativo para as soluções SEP porque muitas empresas usuárias de soluções de backup tradicionais enfrentam problemas com as cópias de segurança e a recuperação de dados. Vamos analisar todas as demandas e oferecer as soluções adequadas para cada tipo de negócio”, garante o executivo.

Para Victor Mortatti, gerente nacional de canais da Nodes Tecnologia, a inclusão dos produtos SEP Software no portfólio da Nodes segue a estratégia da empresa em oferecer as melhores aplicações de segurança, de backup e de recuperação de desastres para o mercado corporativo brasileiro, que possui grande potencial e demanda para  soluções de alta tecnologia para backup e recuperação de dados. “Estamos com um mercado aquecido e ávido por soluções melhor qualificadas para atender às reais necessidades de segurança dos dados das companhias. Estamos otimistas quanto aos resultados com esta parceria com a SEP Software”, comenta o executivo.

Fonte: Site FonteMidia

Fábrica de Software é uma Besteira.

6, Maio, 2011 Sem comentários

O maior desserviço à área de Desenvolvimento de Software já criado na nossa história recente foi o termo “Fábrica de Software”. Pior ainda depois que a Índia implementou esse conceito em larga escala, tornando-o famoso e com credibilidade.

Digo isso porque a partir do momento que se encara “Desenvolvimento de Software” como uma tarefa de “Fábrica”, onde entra uma especificação de um lado e sai um software do outro, você acabou de destruir qualquer inovação na área. Pior ainda, considera que todo programador é necessariamente um “operário”.

Porque estamos falando de “Fábrica”, os cursos de “Engenharia de Software” se tornaram mais populares que os de “Ciências da Computação”. E mais paradoxal ainda é ver estudantes se formando como “engenheiros” mas trabalhando como “pedreiros”.

Mais ruim ainda é quando gerentes de TI, “CIO”s, “CTO”s, que sequer foram da área de software, sequer escreveram uma linha, acham que entendem como se faz software. Dado que o mercado fala de “Fábrica”, o que eles vão implementar são “linhas de produção” e junto com isso todos os procedimentos que colocam o operário em linha. Planilhas de horas, métricas de linhas de código, ou pontos de função ou pontos de história ou qualquer bobagem dessas, gantt charts e cronogramas “precisos” de entrega, etc.

A metáfora está completamente errada. Desenvolvedores não são operários, e sim os “arquitetos” propriamente ditos. O trabalho de operário em software é do compilador, este sim, que empilha um byte sobre o outro seguindo uma especificação: o código do software. Repetindo: o código do software é a especificação, a planta baixa, e o compilador é o operário que faz o trabalho braçal.

O que chamamos hoje de “arquitetos” não são arquitetos, na verdade não são nada. Não há como ser um arquiteto sem ser um programador sênior antes. Um bom programador pode se tornar um arquiteto.

Agora, o problema é que o conceito de “Fábrica” se espalhou rapidamente. O governo e as instituições de ensino abraçaram isso. Me deixa extremamente triste visitar áreas do Brasil onde as únicas opções de trabalho para programadores são essas “Fábricas”. As faculdades também se depreciaram para atender essa demanda e formar “operários” com diplomas de “engenheiros”, e assim toda uma nova geração de programadores pensa com cabeça de operário.

Uma ressalva para ser politicamente correto: não tenho nada contra operários, muito pelo contrário, é uma profissão tão respeitada como qualquer outra. Porém, ninguém vende operários de obra como arquitetos e nem os próprios operários se acham arquitetos.

Eis porque digo que foi um desserviço: toda uma geração inteira de programadores desperdiçada pensando em software enquanto empilhar tijolo. Levará pelo menos mais 2 gerações inteiras para, talvez, conseguirmos reverter isso.

Agora pensemos: e se em vez de “Fábrica” mudássemos o termos para algo mais adequado como “Atelier de Software”? Como isso mudaria a forma como você pensa e trabalha com software?

Fonte: Site Info

A síndrome do Ursulão.

14, Abril, 2011 Sem comentários

Não é de hoje que vejo empresas passando por isso, quando precisam de algum serviço recorrem a algum parente que fez um curso de alguma coisa relacionado a TI.

Isso atualmente acontece bastante com manutenção de micro e confecção de sites, sempre tem um sobrinho formatador, ou aquele que fez um curso de revistinha.

Qual é o resultado desse trabalho ??? Em 99,999999% dos casos o serviço fica uma porcaria, assim como as aventuras do Ursulino, aquele urso mão de vaca que não quer contratatar um especialista pra fazer as manutenções domésticas.

O barato geralmente sai caro, e como diz um amigo meu: “Quem paga barato, paga duas vezes.”

Isso vale para todos os aspectos da nossa vida, muitas vezes queremos economizar e acabamos gastando mais do que se pagassemos para um profissional.

Esse assunto me veio na cabeça depois que vi o blog abaixo:

http://www.brainstorm9.com.br/opiniao/a-sindrome-do-ursulao/

Eu já tinha escrito sobre esse assunto, mas não sei onde coloquei, por isso, está aí.

[]´s

Rodrigo Miranda.

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Pequenas do Brasil gastarão mais em TI.

19, Janeiro, 2011 Sem comentários

Segundo levantamento feito pela  KS&R para a IBM em 2 mil companhias com entre 100 e 1 mil funcionários em 22 países, incluindo o Brasil, 81% dos entrevistados brasileiros afirmaram que vão aumentar os orçamentos da área.

A cifra é acima da média geral (50%) da média dos mercados emergentes (69%) e está muito próxima da líder do estudo, a Índia (84%).

“Quando falamos com essas companhias dezoito meses atrás, a maioria estava concentrada em reduzir custos e aumentar eficiência. Hoje a conversa é mais voltada a como crescer e como se conectar com os clientes”, ressalta o executivo para pequenas e médias empresas da IBM Brasil, Luciano Sulzbach.

E para onde vai o dinheiro? O grande destaque foi a área de processos analíticos de negócios:  70% das companhias entrevistadas planejam ou já implementam uma solução do tipo e 20% já concluíram a implantação e estão no estágio de manutenção.

Além disso, aproximadamente 60% mencionam processos analíticos como sua “Prioridade de TI mais crítica” ao longo dos próximos 12 a 18 meses.

De acordo com o estudo encomendado pela IBM, 66% das pesquisadas está planejando ou já implementando tecnologias baseadas em nuvem como parte de suas infraestruturas.

De acordo com a pesquisa, 76% estão usando atualmente ou pretendem usar a abordagem de nuvem privada.

Mais de dois terços das empresas estão buscando soluções de virtualização para tirar partido de uma infraestrutura compartilhada.

Foco
Comparações entre a pesquisa atual e a de 2009 revelam uma mudança acentuada do foco em controle de custo e eficiência para uma ênfase maior em crescimento, clientes e inovação.

Hoje 21% caracterizam seu foco como “Eficiência e Controle de Custo”, com acentuada maioria (79%) concentrando-se em crescimento, inovação e clientes. Em 2009, 53% caracterizavam o foco de suas empresas como sendo “Eficiência e Controle de Custos”, com menos da metade (47%) concentrada em crescimento, inovação e clientes.

Essa mudança de foco se reflete nos aspectos que impulsionam processos analíticos, citados pelos participantes da pesquisa como o aumento da eficiência (37%), aprimorar o direcionamento de clientes, o conhecimento e a informação (37%) e promover estratégias de expansão (15%).

Quem
Participantes de 22 países foram ouvidos, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega), Suécia, Alemanha, França, Itália, BeNeLux (Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo), Espanha, Japão, China, Brasil, Índia, Rússia, Austrália, México, Coreia, Singapura, África do Sul, Polônia, Nova Zelândia e a República Tcheca.

 Fonte: Site Baguete

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Datacenter: UOL, por meio da DH&C, compra a Diveo.

14, dezembro, 2010 Sem comentários

O Universo Online (UOL) foi às compras no mercado de datacenter no Brasil.A empresa comunicou ao mercado a compra, por meio da DH&C, da Diveo Broadband.O acerto entre as partes foi encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários e promete mexer no mercado de hospedagem no país. Os valores da transação, no entanto, não foram revelados. A Diveo conta com 1,3 mil clientes sendo 40% no segmento de datacenter.

A incorporação promete mexer no ranking dos líderes de hospedagem. A Diveo possui um datacenter com 17 mil metros quadrados e capacidade de armazenamento de dados para 1 mil Terabytes. Previa ainda a inauguração no começo de 2011 de uma nova sala de 600 metros. Em 2010, a empresa estimou investimentos de R$ 40 milhões no Brasil. Leia abaixo o fato relevante encaminhado pelo UOL à CVM, órgão regulador financeiro do país, nesta terça-feira, 14/12.

UNIVERSO ONLINE S.A.

UNIVERSO ONLINE S.A. (“UOL”), em atendimento ao disposto no §4º do artigo 157 da Lei 6.404/76 conforme alterada e nos termos e para os fins da Instrução CVM nº 358/02, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que sua subsidiária DH&C OUTSOURCCING S.A. (“DH&C”), que desde 2000 dedica-se a atividades de datacenter e webhosting, celebrou, nesta data, um “Agreement and Plan of Merger” (“Contrato”) com, entre outras partes, a Diveo Broadband Networks, Inc. (“DBNI”), sociedade sediada nos Estados Unidos da América que desenvolve, por meio de controladas, atividades de datacenter e webhosting nos mercados brasileiro e colombiano, visando à aquisição de ações representativas da totalidade do capital social da DBNI pela DH&C.

O Contrato estabelece que a aquisição será realizada por meio de uma operação de incorporação, nos Estados Unidos da América, envolvendo a DH&C Merger Sub Inc., subsidiária integral da DH&C sediada nos Estados Unidos da América, e a DBNI. Como resultado da referida incorporação, a DH&C Merger Sub Inc. deixará de existir e a totalidade das ações de emissão da DBNI passarão à titularidade da DH&C.

A aquisição acima descrita, que está sujeita à verificação de condições precedentes usuais em transações semelhantes, deve ser concluída até o dia 30 de dezembro de 2010 e a Companhia divulgará ao mercado a ocorrência de qualquer fato novo. A DBNI foi fundada em 1996, nos Estados Unidos da América, com o objetivo de prestar serviços de banda larga e de Internet e, desde sua fundação, atua nos mercados do Brasil e da Colômbia. A partir do ano 2000 expandiu seu portifólio de produtos e serviços para ofertar soluções de datacenter.

Esta aquisição permitirá à DH&C ampliar a sua base de clientes, ganhar escala e diluir gastos gerais e administrativos e reforça, ainda, sua posição de destaque no mercado brasileiro de datacenter e outsourcing.

São Paulo, 13 de dezembro de 2010.
MIGUEL LONGO JÚNIOR
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

Fonte: Convergência Digital

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Softwares piratas prejudicam 69% das PMEs

18, novembro, 2010 Sem comentários

Quase sete em cada 10 PEMs já sofreram com problemas em seus sistemas por softwares piratas.

O número foi levantado pela TNS, em pesquisa realizada a pedido da Microsoft com empresas de 20 países, incluindo o Brasil. Segundo o levantamento, 68,6% das PMEs relataram ataques por vírus e falhas no uso de programas não oficiais.

Conforme a Computerworld, a pesquisa ouviu 38 mil consumidores, entre setembro e outubro de 2010. Do total, 70% acreditam que o uso de software genuíno é mais seguro. Outros  75% creem  que os clientes precisam encontrar caminhos para se proteger da venda ilegal de software.

Em outra pesquisa, também da Microsoft, os problemas mais comuns foram falhas críticas (17,4%) e danos de informações sensíveis por vírus ou bugs nos sistemas (13,6%).

O relatório é da Price & Cooke, e analisou empresas de toda a América Latina.

Ainda no mesmo universo, somente 15% das companhias sabem identificar um valor aproximado das perdas, mas 39% acreditam que as perdas estão entre médias e altas.

A pesquisa mostrou também que 73% das empresas que utilizavam programas irregulares teriam sido vítima de um ataque cibernético no ano passado, e 35% dos ataques foram considerados efetivos.

De acordo com o sétimo Estudo de Pirataria mundial realizado pela BSA-IDC (2010), 63% dos programas de software na América Latina é ilegal, um número que ainda está acima de 43% da pirataria mundial. A taxa de programas piratas no Brasil, segundo o mesmo estudo, é de 56%.

Fonte: Site Baguete

FCC diz que menos de 4 mbps não é banda larga.

15, novembro, 2010 Sem comentários

A FCC é uma agência que regula, dentre outras coisas, a Internet nos EUA. É ela que determina algumas das regras para as operadoras de telecomunicações americanas. E hoje ocorreu uma atualização na norma que diz o que tais operadoras podem chamar de banda larga. A agência decidiu que a partir de hoje qualquer conexão nos EUA que tiver velocidade de download de menos de 4 mbps e upload de menos de 1 mpbs não pode ser considerada banda larga.

A velocidade mínima anterior, que valia desde 1999, era de 200 kbps. Enquanto isso, no Brasil, a nossa versão mais relaxada da FCC, a Anatel, ainda não determinou qual a velocidade mínima para que uma conexão ser considerada banda larga. Espera-se que agora que já existem mais provedores brasileiros com maior capacidade de banda vendendo velocidades maiores do que antes, a agência de telecomunicações finalmente crie uma norma nessa área.

Resta saber se a nossa agência vai copiar a regra da americana e colocar os valores da velocidade mínima lá no alto. Assim, os atuais provedores brasileiros não vão poder anunciar uma conexão de 300 kbps como banda larga. Talvez eles possam criar uma categoria ‘banda mais ou menos larga’ ou ‘banda estreita’ para tais velocidades.

Fonte: TecnoBlog

Documentos: Relatório da FCC

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ITIL – Um filho adotivo.

17, setembro, 2010 Sem comentários

Têm se tornado comum nas organizações os investimentos em capacitação do corpo funcional em assuntos como ITIL, COBIT, Normas ISO, modelos de maturidade, entre outras ferramentas que apóiam a implantação de práticas de governança de TI nas empresas. O aumento da aderência a tais padrões muitas vezes é motivada pela necessidade de obter-se melhoria operacional nos processos de TI. Em outros casos, a adoção dos padrões serve de base para o atendimento de requisitos de mercado e requisitos legais.

Entre todas estas ferramentas, certamente o ITIL (Information Tecnolgy Infrastructure Library) é a que mais vem se destacando no mercado de governança de TI. O ITIL foi desenvolvido no fim da década de 80 pela Agência Central de Computação e Telecomunicações do governo britânico, com o objetivo de servir como um guia de melhores práticas para os departamentos de TI dos órgãos governamentais.

Em pouco tempo, o setor privado inglês se aproveitou do conceito e iniciou-se então um movimento reverso, no qual o mercado privado passou a dar consultoria para o setor público quando o assunto era ITIL.

O fato de o ITIL ter sido criado pelos próprios usuários (no caso, o governo britânico) e ter migrado para as mãos do setor privado é natural, à medida que um único governo não poderia, e nem seria de seu interesse,  disseminar seu conhecimento para todo o mundo. No entanto, é neste ponto que nasce o primeiro problema.

Quando os “pais biológicos” (os usuários) da metodologia a entregaram aos “pais adotivos” (as consultorias), o que se observou foi uma inversão de valores. Afinal, o objetivo primário dos criadores da metodologia era resolver os problemas de administração da TI, enquanto o objetivo das consultorias – como empresas que são – é maximizar os seus lucros. E é daí que se desdobra o fracasso do ITIL em muitos casos, e a queda de credibilidade desta metodologia de berço tão nobre.

A primeira manifestação da “má criação” por parte dos novos pais da metodologia reside nas incessantes mudanças de versão (v1, v2, v3 etc), que não tem outro objetivo a não ser movimentar o mercado de governança de TI. Não introduzem melhorias práticas, mas apenas incorporam um linguajar mais “business” para tentar convencer a alta adminstração das empresas a pagar cada vez mais pelas 4 letrinhas.

A segunda manifestação é a inexistência – nos livros do ITIL – relatos práticos de implantação, casos de sucesso, casos de fracasso, e dicas “práticas” de implantação do framework. Estes relatos práticos são uma reserva de mercado, e se você quiser tê-los, precisará, inevitavelmente, contratar uma consultoria!

Ora, ora, ora! Será que era isso que o governo britânico objetivava quando decidiu compilar suas melhores práticas em uma coletânea única? Que eles tivessem que contratar alguém para ajudá-los a adotar as melhores práticas que eles definiram? Mas, vamos deixar os britânicos de lado para não nos atrasarmos…

Bom, contratar uma consultoria para apoiar a implantação do ITIL não deve ser tão mal assim, afinal, eles vão nos trazer relatos práticos, experiência de mercado, e uma perfeita compreensão do ITIL para que na minha empresa tudo corra bem. Certo? Não,não. Errado.  É justamente aí que nasce o último e derradeiro problema.

Quem já tiver vivenciado algum projeto de implantação ou de tentativa de implantação de ITIL em alguma empresa, vai me compreender bem rapidamente. Já vivencei 3: o primeiro, quando a versão estava sendo evoluída de v1 para v2, o segundo da versão v2, e o terceiro está acontecendo agora, no momento da virada da v2 para a v3.

Não haverá no mercado consultoria capaz de fornecer o caminho das pedras, pois mesmo que já tenham participado de diversos projetos de implantação, elas jamais terão o conhecimento necessário para a implantação em sua empresa. O cerne da questão está no conhecimento da sua empresa e no entendimento dos seus requisitos para a administração de TI. É deste conhecimento que depende o sucesso da implantação do ITIL em sua empresa. Portanto, no fim das contas, quem terá que implantar o ITIL na sua empresa é você!

Será você quem irá levantar os prós e contras, quem irá ponderar a interpretações ao pé da letra dos livros do ITIL, quem terá que visitar empresas que já implantaram, quem terá que selecionar as ferramentas para apoiar o processo de acordo com os seus recursos etc. Um ou dois treinamentos de ITIL não vão fazer mal a você e aos seus amigos de trabalho; vão servir de atalho para dominarem a terminologia, que será útil na utilização das ferramentas.

Porém, antes de gastar uma montanha de dinheiro para contratar uma consultoria que te dará respostas evasivas diante dos problemas que você vai encontrar durante a implantação do ITIL, pense bem, entreviste a equipe de consultores e, por fim, ofereça pagar a metade do preço que eles orçarem para o projeto. Afinal, quem vai trabalhar neste projeto todo é você, embora eles insistam em te provar o contrário.

Fonte: Profissionais de TI

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Os planetas se alinham. Mas a TI alinhada aos negócios, nem sempre.

8, setembro, 2010 Sem comentários

Já nos acostumamos a ouvir esta frase: “alinhar TI aos negócios”. Para muita gente isso pode parecer estranho e muitos perguntam: o que exatamente a TI tem a ver com os negócios? Quando se fala em alinhamento de TI, a coisa complica.

Esta é uma questão muito interessante, porém em muitos casos é mais fácil ocorrer o “alinhamento dos Planetas” do que a empresa alinhar as tecnologias ao negócio. Por que os planetas citados neste assunto? Porque sabemos que eles se alinham, mesmo que isto demore um pouco para acontecer.

Na verdade, a TI oferece inúmeros recursos para auxiliar os processos de negócios das empresas, para que elas alcancem os lucros e se destaquem na competitividade. Mas, muitas companhias que se dizem prontas para isso ou buscam fazer o tal alinhamento dos negócios à IT – ou da TI aos negócios-, acabam, no final das contas desalinhando o que já existe e acabam estragando um trabalho que por muitas vezes foi fruto de meses ou anos de trabalho (‘brigas’ e discussões entre outros recursos disponíveis).

Por sua vez, aquelas que visam o planejamento de negócio alinhado à TI em muitos casos acabam esquecendo do sentido real do verbo “planejar” e fazem um “fast planning” utilizando as tecnologias e metodologias disponíveis, como o gerenciamento de projeto eólico, onde é muito utilizado o Dedo Indicador para definir prazos e valores, além da utilização de planilhas eletrônicas como apoio, entre outros recursos mirabolantes. A isso tudo eu costumo chamar de “boas práticas de como não se deve fazer”. Para casos como este costumo utilizar uma frase de um amigo da época da faculdade: “Se não sabe, deixe para quem sabe”.

Então, vamos separar o título desse artigo para fazer uma análise mais apurada

Alinhar TI aos Negócios

Por essa visão, pensaremos em alinhar os recursos de TI ao que temos de negócio, utilizando soluções que ofereçam o suporte necessário para o funcionamento e continuidade das atividades indústrias, comerciais e de serviços que compõem o negócio.

Aqui, utilizamos TI como provedora de soluções e responsável por manter o negócio 100% em funcionamento (podemos chamar isto de business continuity). Assim, a turma de TI (muitas empresas não possuem este pessoal em sua estrutura ou nem tem esta área terceirizada) precisa implantar soluções de gestão, segurança, monitoramento, recuperação de desastres e tudo mais que for necessário para manter o negócio em funcionamento.

Planejar seu Negócio alinhado à TI

No caso de se planejar o negócio alinhado à TI, a coisa muda. E bastante. Nesta abordagem não utilizaremos a Tecnologia da Informação apenas como provedora de soluções, mas também como parte do processo do Planejamento Estratégico, que está ligado a diversas variáveis, desde o objetivo, meta, até a participação de cada colaborador no desenvolvimento do negócio.

Unindo os planejamentos estratégicos e o de TI, pode-se encontrar a melhor maneira de organizar a empresa, não só pela necessidade, mas sim como um todo.

Muitos administradores gostam de definir metas, mas sem o envolvimento da TI. Em alguns casos até podem ser alcançados, caso a metodologia eólica funcione, mas neste caso é comum definir as metas sem ferramentas que ajudem na decisão. Aí, acaba entrando outra variante: “vamos torcer para tudo dar certo”.

Agora, a turma que tira proveito da Tecnologia da Informação, além de utilizar dos recursos necessários para se obter o melhor e mais seguro dos caminhos para definir as metas, objetivos e direção que a empresa deve seguir, também conta com a tão conhecida “busca por soluções inovadoras por parte dos especialistas de TI”, o que torna crucial o alinhamento dos planejamentos para ajudar as empresas a se destacarem e continuarem no mercado com mais solidez.

Durante estes anos de estrada na área de TI, ajudando empresas na busca por melhorar seus processos, encontramos desde pequenas empresas que possuem bem definido o que querem e para onde querem ir, além de saber como fazer isso e ter bem claro qual será o esforço necessário para isso. Isto acontece, creditem, até em grandes empresas, com algumas delas sem qualquer processo definido, estando totalmente perdida pelo caminho a ponto de não possuírem um departamento de TI.

Em muitas empresas a equipe de TI é responsável apenas pelo Help Desk, ou seja, apenas realiza as tarefas de configurar e-mail, trocar mouse e teclado, entre outras tarefas nada relacionadas com tomada de decisão e com o futuro do negócio. Nestes casos costumamos dizer que temos o departamento de “Help Esqueci”. Em empresas que possuem um “departamento de TI” que serve apenas para tocar tarefas acima mencionadas, corre-se o risco de se perder não somente o espaço pela competitividade, mas também o espaço geográfico. O foco.

As empresas que valorizam e enxergam a importância da Tecnologia da Informação no processo de planejamento e de decisão, vão mais longe, pois, graças ao investimento realizado em TI consegue obter os resultados planejados.

Na busca pela melhoria contínua dos processos de negócios e se manter em destaque no mercado, estas empresas criam e desenvolvem áreas de INOVAÇÃO alinhadas à tecnologia e não apenas tratam de lidar com as tecnologias que poderão ser utilizadas, mas sim manejam e planejam todas as ações e necessidades de cada área. Com isso conseguem um plano unificado de ação, resultado em uma empresa ativa e viva.

Fonte: Decision Report

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