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Dilema: Privacidade x proteção

15, agosto, 2013 Sem comentários

Os atos de espionagens do governo norte-americano vieram a público após uma série de denúncias feitas pelo ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês), Edward Snowden. Desde então, o presidente Barack Obama vem se reunindo com empresas de tecnologia, ativistas em defesa da privacidade e autoridades para discutir a melhor maneira de respeitar a privacidade e, ao mesmo tempo, proteger a segurança nacional na era digital.

Um dilema a ser discutido, segurança é mais importante que privacidade ?

Um dilema a ser discutido, segurança é mais importante que privacidade ?

Na tentativa de promover um debate, Obama recebeu nesta sexta-feira (9) presidentes-executivos de algumas empresas como o cientista de computação, Vint Cerf, do Google, Tim Cook, da Apple, Randal Stephenson, da AT&T, além do Centro para a Democracia e a Tecnologia, o ativista Gigi Sohn, do grupo Conhecimento Público, e representantes de organizações similares.

O mundo inteiro tem comentado sobre tal dilema, que impactou na operação de empresas de tecnologia, como a companhia de serviços de e-mail criptografado, Lavabit. De acordo com o proprietário da organização, Ladar Levison, a empresa foi forçada a encerrar suas atividades na quinta-feira passada (8), por ter sido supostamente usada pelo Edward Snowdem. “Fui forçado a tomar uma decisão difícil: tornar-me cúmplice de crimes contra o povo americano ou abandonar quase dez anos de trabalho duro”, aponta o executivo em uma carta publicada no site da empresa.

Levison disse também que seu desejo era poder compartilhar publicamente os acontecimentos das últimas semanas que o levaram a tomar essa decisão, “mas eu não posso”, continuou ele. “Essa experiência me ensinou uma lição muito importante: sem a ação do Congresso ou um forte precedente judicial, recomendo que ninguém confie seus dados privados a uma empresa com laços físicos nos EUA”, acrescenta.

Além da Lavabit, o cofundador e CTO da Silent Circle, Jon Callas, anunciou na mesma quinta-feira o encerramento dos serviços de e-mail da companhia. “Após debates e discussões internas, decidimos apagar todos os e-mails e limpar os discos. É sempre melhor prevenir do que remediar. É drástico, mas, de todas as opções que tínhamos, esta era a menos ruim”, apontou o executivo no site da empresa.

O presidente-executivo da maior operadora de telecomunicações da Alemanha, Deutsche Telekom, Rene Obermann, também se manifestou dizendo que a campanha de espionagem dos EUA abalou profundamente os alemães. A companhia lançou a campanha “e-mail feito na Alemanha” e começará a canalizar o tráfego de correio eletrônico exclusivamente de seus servidores domésticos.


É claro que a notícia sobre a espionagem americana está irritando diversos países, além de ser uma invasão de privacidade, também pode se caracterizar como uma afronta à soberania de todas as nações.

Porém, se nos colocarmos no lugar do governo e do povo americano, faríamos diferente?

Se a sua empresa, pudesse contar com uma ferramenta parecida, que monitorasse a comunicação dos seus funcionários com o mundo exterior em busca de atitudes suspeitas, como vazamento de informações, você não a utilizaria?

Além disso, a computação em nuvem é uma tendência mundial, e está sendo adotada diariamente por milhares de empresas em todo o mundo, porém, devemos optar pelas VPCs (Virtual Private Cloud), para não sermos espionados.

E para consolidar tudo isso, a Watchguard possui duas opções em seu pacote de assinatura de segurança, o Security Bundle, que são:

DLP (Data Loss Prevention) – Responsável por varrer todas as comunicações HTTP, Email e FTP entre seus usuários e a Internet, em busca de atitudes suspeitas que possam caracterizar vazamento de informações.

VPN (Virtual Private Network) – Fará a conexão entre filiais e VPCs de forma transparente, mantendo a confidencialidade dos dados, bem como a interconexão uma tarefa simples de administrar.

A Netrunner Tecnologia comercializa, implanta e suporta toda a família XTM e XTMv da Watchguard no Brasil.

Mais informações: www.netrunner.com.br/parceiros_watchguard.aspx

Fonte: Site Risk Report

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Ética no trabalho

21, outubro, 2009 Sem comentários

Se você fosse funcionária do publicitário Marcos Valério, um dos principais personagens do escândalo das malas de dinheiro, cumpriria suas ordens sem pestanejar? E qual seria sua reação se a empresa onde você trabalha entrasse em sua caixa de e-mails? Alegaria invasão de privacidade? Valores éticos nas relações profissionais estão no centro de algumas das polêmicas mais inflamadas dos últimos tempos.

Um e-mail pornográfico, desses que vira e mexe transitam pela net, acendeu o estopim de uma polêmica. Em 2000, acusado de repassar a mensagem com as imagens indiscretas aos colegas do HSBC Seguros Brasil, o analista de sinistros de Brasília I.L.N., 29 anos, foi demitido por justa causa. Entrou na Justiça e ganhou em primeira instância. Mas perdeu na segunda e no Supremo Tribunal Federal, em maio.

No entendimento dos juízes que deram parecer favorável à empresa, o correio eletrônico corporativo é uma ferramenta de trabalho e, como tal, não deve ser usado para fins pessoais. Meu cliente teve sua caixa de e-mail violada. Isso significa que as fotos anexadas ao processo foram conseguidas de modo ilícito, defende José Oliveira Neto, advogado de I.L.N. Por meio de sua assessoria de comunicação, o HSBC rebate a acusação alegando que, sendo o e-mail de propriedade da empresa, ela pode ter amplo conhecimento da forma como é utilizado.

Por trás da polêmica, na verdade, está uma questão crucial nas relações de trabalho: quais são exatamente as fronteiras entre os direitos e deveres dos funcionários e os direitos e deveres da empresa? O assunto é ainda mais delicado porque não depende somente de normas e leis trabalhistas. Envolve a ética, que, embora seja um valor universal, no varejo está sujeita a interpretações subjetivas. Posturas que para alguns são antiéticas, outros não consideram tão reprováveis, diz a psicóloga Regina Silva, do Instituto Gyraser, consultoria em gestão de carreira de São Paulo. Daí, segundo ela, a importância de definir com todas as letras o que cabe a cada um dos lados. O problema é que, com exceção de grandes companhias, poucas empresas se preocupam em estabelecer regras claras nesse terreno, pondera Silvana Case, vice-presidente da Catho, consultoria em recursos humanos de São Paulo.

Nos próximos slides, especialistas apontam algumas das principais saias-justas éticas no ambiente de trabalho e dão pistas de como lidar com elas.

Privacidade dos e-mails – Com jornadas de trabalho cada vez mais longas, não raro usamos a rede, entre uma atividade e outra, para acertar um happy hour, resolver uma questão pendente na escola das crianças ou simplesmente fazer um desabafo rápido com uma amiga. A empresa tem o direito de ler essas mensagens? Tem, sim, porque, se o funcionário enviar um e-mail ofensivo, ela corre o risco de ser processada pela pessoa que recebê-lo, diz o advogado empresarial e trabalhista Washington Telles de Freitas Júnior.

Não proibimos os e-mails pessoais, mas todos os funcionários estão cientes de que podem ser monitorados, explica Wilson de Godoy, vice-presidente de tecnologia, sistemas e serviços da Totvs. Seus 4 mil funcionários só conseguem entrar em sites de jogos ou de bancos no horário do almoço ou antes e depois do expediente. Fora desses períodos, o sistema bloqueia o acesso.

Tudo é uma questão de bom senso, pondera o consultor Marcos Lobo Levy, especialista em ética nas corporações. Quando uma empresa oferece ao empregado uma conta de e-mail, um telefone celular ou qualquer outra ferramenta, entende-se que devem ser usadas nas ações de trabalho. Obviamente, a utilização particular é aceitável desde que seja de maneira moderada.

Para Levy, num mundo perfeito não seria ético a empresa fazer o monitoramento das mensagens dos funcionários. Só que essa é uma ferramenta de fácil acesso que possibilita até ações ilegais, como a divulgação de informações confidenciais. A empresa não pode ficar completamente vulnerável diante do funcionário e correr o risco de ser cobrada depois.

O ideal, na opinião dele, seria criar mecanismos para proteger a companhia sem ferir a privacidade do empregado. O departamento que faz esse monitoramento deveria parar de ler uma mensagem quando percebesse que ela é pessoal e que não fere a imagem da empresa, aconselha. Essa verificação é feita por amostragem, mas é imprescindível que a corporação informe ao usuário que ele poderá cair na malha a qualquer momento.

Como lidar com falcatruas do chefe – No início dos anos 90, cinco secretárias ajudaram a desvendar os meandros do esquema de corrupção que derrubou o presidente Fernando Collor. Não foi o primeiro nem o último caso. Em 2005, Fernanda Somaggio, ex-secretária do publicitário Marcos Valério, e Simone Vasconcelos, diretora da agência de publicidade dele, também deixaram o país perplexo com o que revelaram sobre o escândalo das malas de dinheiro, que incendiou o cenário político nacional.

Vira e mexe casos como esses levantam a polêmica: o funcionário deve ou não denunciar uma pisada na bola do chefe? Isso é ético? Que atitude tomar diante de uma ordem para cometer uma ação ilegal?

Nenhum empregado é obrigado a fazer algo que fira a lei ou vá contra seus valores morais, explica o advogado trabalhista Fernando de Andrade. Não é deslealdade denunciar. Especialmente se o que está sendo pedido implica uma atitude criminosa, e não apenas uma falta de ética, diz Marcos Levy.

Para se certificar, antes de colocar a boca no trombone, aconselha ele, é melhor procurar a orientação de um advogado. Ao executar uma operação ilegal a mando da chefia, o subordinado pode ser responsabilizado também, embora tenha uma atenuante, pois cedeu temendo perder o emprego. Quer dizer, sofreu o que chamamos de coerção irresistível.

Receber presentes de fornecedores ou clientes – Em São Paulo, a Motorola mantém um telefone para esclarecer dúvidas dos empregados sobre condutas éticas, e a pergunta mais freqüente é sobre brindes. Só é permitido aceitar os que não ultrapassem 35 dólares, explica Josie Jardim, diretora jurídica da filial brasileira. Quando o presente é mais valioso, uma carta-padrão é enviada a quem o encaminhou informando que ele está disponível para ser retirado ou será doado a uma instituição de caridade.

Quem burla a norma recebe sanções progressivas, que começam com uma advertência. Na reincidência, o caso vai para o comitê de ética, que pode decidir até pela demissão. O funcionário só deve mesmo aceitar brindes de valor meramente simbólico, endossa Levy. Leia-se bonés, agendas, chaveiros e coisas do tipo. Assim não dá para dizer que alguém quer ser beneficiado porque deu a você uma canetinha de plástico.

Assédio moral – Ao longo de sua carreira, você já recebeu broncas humilhantes de um chefe ou conviveu com um colega que fazia tudo para jogá-la para baixo? Então, foi vítima do que os especialistas chamam de assédio moral. A pessoa é ferida em sua autoestima e, dependendo da sensibilidade, chega mesmo a entrar em depressão, observa o advogado Fernando de Andrade.

A produtora de eventos Audrey Monteiro, 32 anos, pulou do barco antes que isso acontecesse. Nove anos atrás, atuando como assistente de produção em uma agência de publicidade, penou um bocado. Eu tinha dois chefes que me tratavam aos berros e com os piores xingamentos. Suportei dois anos de humilhação e acabei pedindo a conta, diz.

Está certo que as relações de trabalho muitas vezes são desgastantes, envolvem clima competitivo e prazos apertados – circunstâncias que, vez ou outra, provocam explosões. Mas cabe à empresa criar estratégias para detectar e evitar que elas se repitam, como canais específicos para que os funcionários comuniquem o problema.

Em nome da transparência, a Schering do Brasil lançou em 2003 um código de conduta. Lá, se a pessoa não se sentir à vontade para conversar com o superior imediato do assediador, recorre ao comitê de ética, que tem representantes de vários setores da empresa e autonomia para encaminhar a questão. A existência de uma instância neutra que acolha a denúncia é um ponto importante.

Outro é a apuração imparcial – sem punir o reclamante e escolhendo a solução mais adequada para quem assedia. Às vezes, o chefe necessita apenas de um treinamento mais cuidadoso, explica Levy. O pior é quando o assédio ocorre em empresas pequenas e parte do dono. Nesse caso, a saída é procurar outro emprego ou partir para a Justiça, diz o consultor Gutemberg de Macedo.

A fisioterapeuta Vanessa Blois, 27 anos, viu-se exatamente diante desse dilema há dois anos. Na verdade, ela foi vítima de assédio na forma de fritura. Tudo começou quando os donos da clínica estética onde trabalhava, em São Paulo, pediram que ensinasse técnicas de massagem a funcionários sem formação em fisioterapia. Expliquei que essa era uma conduta desaprovada por meu conselho profissional e que, por isso, eu não poderia atendê-los, conta ela. O clima, então, ficou insuportável. Erravam para menos no meu pagamento e me forçavam a dar expediente até as 22 horas, apesar de saberem que eu fazia pós-graduação à noite. Chegaram a insinuar que só não a mandavam embora porque ela tinha pai advogado e eles temiam um processo. Dito e feito: Vanessa saiu da clínica, levou a questão para a Justiça e ganhou a causa.

Assuntos confidenciais fora da empresa – Pode parecer coisa de ficção, mas Marcos Levy garante que já houve caso de segredo industrial vazado em conversa de avião. Dois colegas de trabalho falavam sobre um assunto confidencial da companhia, foram ouvidos pela concorrência e puseram tudo a perder.

Por causa disso, uma das regras que Levy ensina em seus cursos de conduta ética corporativa é a de nunca tratar de assuntos da empresa fora dela – especialmente em locais públicos. Ao contratar um profissional, muitas empresas o fazem assinar uma cláusula de confidencialidade. Só que a companhia deve dar também um treinamento sobre as posturas adequadas para seguir esse compromisso, afirma Willian Bull, da Mercer, consultoria em recursos humanos de São Paulo.

Fica mais fácil quando ela tem um código de conduta claro e mostra ao funcionário como cumpri-lo em situações cotidianas, evitando falar de negócios ao celular no aeroporto ou fugindo de assuntos do expediente na mesa da happy hour.

Fonte: Site Totvs

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