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Arquivo de julho, 2009

Processadores : dual-core, multicore e manycore

22, julho, 2009 Sem comentários

Processadores são o cérebro e o coração dos computadores; são os principais responsáveis pelos cálculos e se encarregam de fazer os dados trafegar entre componentes e periféricos. Por longo tempo, os processadores continham apenas um núcleo (em inglês, core) dentro do seu encapsulamento; o núcleo é o imenso conjunto de transistores que formam portas lógicas que realizam os cálculos binários.

Há poucos anos, a Intel lançou comercialmente o processador Dual Core, que contém dois núcleos dentro de um mesmo encapsulamento; com isso, consegue-se aumentar a capacidade de processamento sem aumentar o espaço físico dos processadores. Para mais informações sobre a família dual core, ver o blog da Intel.

Atualmente, a maioria dos computadores e notebooks é equipada com processadores dual-core; alguns poucos modelos ponta de linha (inclusive um da Microboard, produzido no Brasil) vêm com um chip Intel quad-core; recentemente, a Intel fez uma demonstração do chip oito-core. Essa família de chips com alguns cores foi batizada de multicore.

Mas a evolução tecnológica está chegando muito rápido. Já há dois anos, a Intel previa que um chip de 80 núcleos seria produzido em 2011. E para não ficar apenas nas hipóteses, cabe lembrar que uma empresa chamada Tilera já apresentou um chip de 64, e já foi superada pela NVidia, que lançou um chip de 128 núcleos. Essa nova família de chips, com dezenas e centenas de núcleos, está sendo chamada de manycore, e tem progredido rapidamente graças aos estudos sobre processamento paralelo.

Segundo o Departamento de Processamento Paralelo da Universidade de Berkeley, os chips manycore revolucionarão a maneira como vemos o mundo dos computadores. Logo estaremos lidando com chips de 1000s de núcleos, que permitirão otimização a capacidade de MIPS (milhões de instruções por segundo) por watt consumido, MIPS por área de silício, MIPS por dólar gasto em investimento.

Uma interessante visão dessa revolução foi proposta nesse paper chamada A Economia dos Núcleos. Segundo os autores, novas formas terão que ser criadas no mercado de chips.Atualmente, os consumidores compram as máquinas mais poderosas disponíveis, e, quando elas se tornam obsoletas, migram para as novas máquinas mais potentes. Em alguns anos, os fabricantes serão capazes de produzir chips com centenas ou milhares de núcleos; isso significa que um mesmo chip pode servir tanto a consumidores exigentes (pesquisadores, game maníacos) que utilizem grande quantidade de núcleos, como a usuários modestos, que se satisfaçam com apenas um punhado de núcleos.

Para os fabricantes, entretanto, não será interessante produzir chips de diferentes capacidades, pois quanto mais homogênea a linha de produção des chips, menores os custos de produção; além disso, os fabricantes têm desenvolvido técnicas que permitem ganhos de escalas no encapsulamento, ou seja, quanto mais núcleos dentro de um chip, menor o custo por núcleo.Com isso, o paper sugere que em breve veremos um novo mercado: núcleos por demanda. Um chip será vendido com grande quantidade de núcleos, mas apenas alguns deles estarão ativados; à medida que suas necessidades crescerem, o usuário pagará taxas adicionais ao fabricante, que fornecerá um código que desbloqueará um número adicional de núcleos.

Isso são ainda hipóteses para o futuro, mas nesse campo o futuro chega rápido.

Fonte: http://www.notebooks-site.com/blog/processadores-dual-core-multicore-e-manycore/

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